Como Dizer Tudo em Japonês

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Como Dizer Tudo em JaponêsComprei ontem o livro Como Dizer Tudo em Japonês. Basicamente é um livro composto por várias expressões, organizadas por tópicos. A princípio não me parecia muito interessante comprar um livro de sentenças, sempre desprezei esses livrinhos de viagem com frases prontas. Bom, mas pelo jeito esse livro é muito mais abrangente do que isso. Além disso, andei pensando e acredito que aprender sentenças é uma boa forma para aprender a se expressar em japonês. Muitas vezes, para expressar uma mesma coisa existem formas completamente diferentes em português e japonês. Um simples “Ogenki desu ka” é um exemplo disso. Não dá pra ficar traduzindo japonês ao pé da letra, não soaria nada natural perguntar “Você está saudável?” ao invés de “Tudo bem?”. Precisamos aprender a forma que os japoneses expressam suas idéias e não é aprendendo palavras soltas que você vai conseguir isso.

Dando uma folheada no livro, achei uma frase que me chamou a atenção. Serve como exemplo para isso que estou falando, tente interpretá-la:

彼女お尻いい


We Will Rock You Estilo Japonês!

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Outro dia coloquei aqui no blog um vídeo da música Smoke on the Water (Deep Purple) tocado por uma orquestra tradicional japonesa. Se você gostou, provavelmente vai gostar deste aqui também: We Will Rock You (Queen) tocado pelos japas!

Via Japan Probe


Mantenha-se Motivado!

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Posted in Básico by Jo

É desanimador passar meses estudando kanji e ainda se sentir um analfabeto. Ou as vezes dá uma impressão de não estar progredindo mais. Ou então por falta de tempo, você vai deixando o japonês de lado e quando vê já parou. Japonês requer muita dedicação e leva anos para dominar. Sem motivação, com certeza você acaba parando no meio - ou bem antes de chegar no meio! Resolvi usar a experiência dos meus fracassos anteriores (eu já parei várias vezes, como disse lááá no primeiro post do blog) para falar sobre o que faço para me manter motivado. Coisas simples, nada de receitas mágicas milagrosas, mas espero que algo ajude:

  • Experimente materiais diferentes - é como se fosse um brinquedo novo para uma criança: quando compro um livro novo eu aproveito a empolgação inicial para dar um belo de um impulso nos estudos. Mas por mais legal que seja o material, acho que uma hora enche o saco ficar só na mesma coisa. Por exemplo, quando conheci o podcast da JapanesePod101.com eu ouvia vários episódios por dia, mas com o tempo fui me cansando um pouco dele… ultimamente dei uma pausa pra me dedicar a outro material.
  • Contato com a cultura - Inglês dá para aprender bastante por osmose, mas japonês não é tão simples assim! Não estamos cercados de japonês como estamos de inglês (aqui no Brasil, claro). Você precisa se forçar um pouco a “viver o japonês”. Assista filmes, doramas, anime, escute músicas, leia mangás, etc. Tem muita coisa legal que você pode fazer. O Mairo fez alguns posts no blog dele que podem te ajudar (japonezando sua vida - partes 1 e 2)
  • Disciplina - uma das vantagens que vejo em fazer um curso é que ele te força um pouco. Mesmo sem ter a mínima vontade, você acaba indo na aula (já que tá pagando, né?). Mas estudando sozinho, a falta de disciplina atrapalha muito. Sua falta de vontade pode ser mais forte que você ou as vezes você pode acabar se esquecendo mesmo. Minha disciplina não é tanta a ponto de ter horários fixos, mas sempre tento manter um mínimo por dia. Para combater a minha péssima memória, por exemplo, eu coloquei o Anki (pra quem não conhece, falei dele aqui) para iniciar quando ligo meu computador. No mínimo eu reviso tudo antes de fazer qualquer outra coisa. Se você ouve podcasts, pode se obrigar a ouvir um ou dois episódios por dia. Enfim, faça algo de acordo com seu material/método de estudo.
  • Conheça seus pontos fracos e fortes - Eu não consigo estudar na frente de um computador. Geralmente eu estudo deitado na cama ou andando - isso mesmo, andando! Isso é uma técnica minha (meio bizarra talvez) para me concentrar. Encontre o que é melhor para você: dia ou noite, muitos exercícios ou nenhum exercício, silêncio ou ouvindo música, numa mesa bem iluminada ou saltando de paraquedas - só você pode dizer o que funciona melhor para ti. Certamente um estudo mais produtivo será muito gratificante!
  • Blog - não é qualquer um que vai querer fazer um blog, mas posso dizer que escrever este aqui também é uma das minhas fontes de motivação. Além disso me ajudou a conhecer outras pessoas com interesse no idioma e estou aprendendo muito com vocês também!

Bom, é isso aí!
頑張って!!!

Fotos do Japão

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Recentemente estive pesquisando um pouco sobre o Japão (não só sobre a língua) e achei um site com muitas, muitas fotos: o Japan Tourist Photo Library. Lá tem foto de tudo quanto é tipo: lugares históricos/conhecidos, construções, natureza, comidas, festivais, cerimônias, etc. Interessante para quem adora o Japão mas ainda não pôde ir pra lá ou também para encontrar algumas imagens legais para usar de papel de parede no computador. Se você se registrar (grátis), dá para baixar as imagens em alta resolução.


Fuji san
Monte Fuji

Trem bala
shinkansen (trem bala)

Kumamoto Castle - Kumamoto
Castelo Kumamoto - Kumamoto

Shibuya - Tokyo
Shibuya - Tokyo

Como é a Escola no Japão

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Posted in Curiosidades by Jo

Encontrei esta imagem num PDF disponibilizado lá no site da Embaixada do Japão no Brasil, que mostra como é dividido o ensino no Japão. O documento é sobre procedimentos para matrícula em escola japonesa, mas contém também uma descrição sobre sistema educacional. Resolvi listar aqui algumas curiosidades e fazer comparações com o Brasil:

  • Não sei você, mas antes de eu entrar na primeira série fiz apenas 1 ano de pré, enquanto no Japão são 3. (Não sei quanto é o “normal” aqui no Brasil!)
  • Eu entrei na primeira série com 6 anos completos (completei 7 durante a primeira série), mas acho que a maioria das pessoas entra com 7 já que eu quase sempre era o mais novo… (estou errado?). No Japão começa com 6 e a série escolar é definida pela idade (crianças nascidas entre 2 de abril até 1 de abril do ano seguinte estudam na mesma classe). Não me pergunte o que acontece se repetir de ano (aliás, eu também queria saber)!
  • No Japão, o primário+ginásio são 9 anos, aqui são 8 (agora aqui são 9 também…). E ainda ficam até o fim aprendendo Kanji, enquanto aqui já aprendemos a ler e escrever tudo logo no começo
  • Disciplinas ministradas:
    • Shogakko (primário) - Língua Japonesa, Estudos Sociais, Matemática, Ciências, Vida Cotidiana, Música, Marcenaria e Desenho, Tarefas Domésticas e Educação Física, Educação Moral, Atividades extra-curriculares, Estudos Gerais
    • Chugakko (ginasial) - Língua Japonesa, Estudos Sociais, Matemática, Ciências, Música, Educação Artística, Educação Física e Saúde, Marcenaria, Tarefas Domésticas, Língua Estrangeira (inglês por padrão), Educação Moral, Atividades extra-curriculares e Estudos Gerais

    Fiquei pensando… o que diabos será que é ensinado em “Estudos Gerais” e “Vida Cotidiana”? O Brasil precisa de Educação Moral

  • A credibilidade do ensino da rede pública é relativamente alta, pois os professores apresentam alto nível. Aqui no Brasil o ensino público é fraco, exceto no ensino superior que ainda tem boa qualidade (mas uma hora o governo consegue destruir isso também)
  • A quantidade de horas de aula e o horário de encerramento mudam de acordo com o dia da semana e a série cursada. A sexta série tem de 5 a 6 horas de aula por dia (sendo que cada aula comumente dura 45 minutos no shogakko e 50 minutos no chugakko). Não há aulas sábado e domingo. Não é tão diferente daqui
  • O ano letivo é dividido em três períodos:
    • Ichigakki - abril a julho - no final tem as férias de verão, que duram de 30 a 40 dias
    • Nigakki - setembro a dezembro - termina com as férias de inverno, de apenas 2 semanas
    • Sangakki - janeiro a março - termina com as férias de primavera. Depois disso o aluno passa de ano e começa outro ano letivo em abril

Informações sobre o Japão eu lí nestes PDFs:
http://www.br.emb-japan.go.jp/pdf/guia_educacao.pdf
http://www.br.emb-japan.go.jp/pdf/shuugaku_guide.pdf
Sobre o Brasil, baseado em experiência própria.

Bob Esponja + Death Note

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Acho que só quem conhece o anime Death Note vai gostar deste vídeo:


Via JapanProbe

Aula #9 - Partículas - Diferença entre は e が

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As partículas têm um papel importantíssimo na língua japonesa pois elas indicam a função gramatical da palavra em uma oração. Já vimos algumas, mas resolvi fazer uma série de posts para tentar explicá-las melhor. Neste vamos ver apenas três partículas básicas:

  • Partícula - indica o tópico. Apesar de ser escrito com o hiragana は, é pronunciado “wa”. Ela é posposta a um substantivo e indica que algo vai ser falado a respeito dele.
  • Partícula - indica o sujeito da oração.
  • Partícula - indica o objeto direto

Apesar de indicarem coisas diferentes, estudantes de japonês têm dificuldades para entender a diferença entre e pois muitas vezes a tradução de uma frase fica igual, tanto com como com . Por exemplo:

(1) 中島さん りんご 食べました
(2) 中島さん りんご 食べました

O Sr. Nakashima comeu a maçã

Nos dois casos, りんご (maçã) é objeto direto marcado com o a partícula (nenhum mistério nisso). Mas em (1), o Sr. Nakashima é marcado com o e em (2), com .

Para entender essa diferença, vamos usar mais um exemplo ainda com o mesmo sentido:

(3) りんご 中島さん 食べました

Você consegue enxergar a diferença? Em todas o Sr. Nakashima comeu a maçã!

Em (2), estamos falando sobre o 中島さん (tópico). Esse exemplo poderia responder a pergunta “O que o Sr. Nakashima comeu?”
Já em (3), 中島さん é o sujeito (pois ele que comeu) mas estamos falando sobre りんご (tópico). Isso pode ser a resposta para a pergunta “Quem comeu a maçã?”

Para ficar mais claro, você pode pensar na particula de tópico como “quanto a” ou “em referência a”.

“O que o Sr. Nakashima comeu?”
“Quanto ao Sr. Nakashima, ele comeu a maçã” (2)

“Quem comeu a maçã?”
“Quanto a maçã, o Sr. Nakashima a comeu” (3)

No exemplo (1), não temos nada marcado como tópico. É simplesmente “O Sr. Nakashima comeu a maçã” mesmo. Isso poderia responder também “O que aconteceu?”.

Outro ponto importante é que a partícula marca algo que já foi introduzido na conversa ou é familiar a quem está falando e a quem está ouvindo. é utilizada quando uma situação ou acontecimento está sendo introduzido.

パウロさん 買いましたパウロさん 学生です。

Na primeira oração, Paulo-san é o sujeito e está sendo introduzido pela primeira vez. Já na segunda, ele é o tópico e adicionamos um comentário sobre ele. A partícula faz uma ligação entre essas duas orações e sabemos que na segunda estamos falando do mesmo Paulo. Em português, podemos sentir essa ligação utilizando pronomes ao invés de repetir o nome da pessoa. Por exemplo:

Paulo comprou um livro. Ele é estudante.

Podemos perceber que “Ele” se refere ao Paulo, o mesmo alí que acabamos de falar na oração anterior! Se dissermos “Paulo comprou um livro. Paulo é estudante. Paulo comeu biscoito. Paulo ‘não sei o quê!’” - isso soa como um monte de frases desconexas! Bom, em japonês repetimos o nome, mas a partícula faz essa ligação.

Como marca algo já introduzido, não poderíamos usar para perguntar “quem” ou “o que”:

りんご 食べました - Errado!
りんご 食べましたか - Ok

E a resposta segue o mesmo padrão

中島さん りんご食べました

Para finalizar, vou indicar aqui alguns links onde você pode encontrar mais sobre as partículas e :

Natto

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Posted in Offtopic by Jo

Esta semana escrevi sobre comida japonesa aqui no blog e citei o tal do natto, uma comida tradicional japonesa bem grudenta e estranha feita de soja. Geralmente é servido no café da manhã e tem cheiro e gosto forte.

O gosto e cheiro não tenho como mostrar, mas dá para ver como o negócio é esquisito com este vídeo que encontrei no nikkei blog:

E aí, deu vontade de experimentar?

Situações Engraçadas com Japonês

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Posted in Diversão by Jo

Encontrei na comunidade do Orkut Nihongo Oshietekudasai um tópico muito engraçado em que o pessoal conta algumas gafes que aconteceram usando a língua japonesa! Acho meio difícil encontrar coisa boa no Orkut, mas quase morri de rir com algumas das mensagens desse tópico!

Aula #8 - Descrevendo coisas

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Posted in Aulas de japonês by Jo

Este post é uma continuação da Aula #7, pois veremos que existem diferenças na ordem das palavras para descrever coisas em japonês.

Considere os seguintes exemplos:
新しい
Livro novo

レアンドロ
Livro do Leandro

先週買った
Livro que comprei semana passada

Aqui, os trechos em azul estão modificando o substantivo “livro”. Como podemos ver, em japonês a ordem é inversa ao que geralmente temos em português! (Pra variar!)

Com adjetivo

No primeiro exemplo, temos apenas o adjetivo “novo” como modificador. Já vimos nas aulas de adjetivos (i e na) que eles aparecem sempre antes do substantivo que está sendo modificado. Essa ordem não deve ser tão estranha, pois em português também podemos usar “novo livro” (se bem que o significado muda um pouco, mas é válido).

Outros exemplos:

有名な
Loja famosa

大きい
Cachorro grande

難しい質問
Pergunta difícil

Possessivo

No segundo exemplo temos a partícula の indicando posse. Se você está acostumado com inglês, essa ordem inversa não é tão estranha:

レアンドロ
Leandro’s book

Podemos encadear mais coisas com の:

サンパウロ 大学 学生
Estudante da universidade de São Paulo

Achei interessante a abordagem do Vizualizing Japanese Grammar com relação à partícula の. Em português, é como um “zoom out”: começamos no elemento principal (o estudante) e vamos nos afastando para a periferia. Já em japonês é um “zoom in”: começamos de longe e nos aproximamos até chegar no estudante.

Orações

O terceiro exemplo é o mais complexo dos três: utilizamos uma oração para descrever o livro. Mas aqui a regra ainda é a mesma: modificador antes do modificado!
Simplesmente pegamos a oração inteira na forma plana e colocamos antes do elemento modificado. No exemplo temos:

Livro
先週買った
Comprei na semana passada
先週買った
Livro que comprei semana passada

Mais um exemplo:
読んでいる
Estar lendo

読んでいる
Livro que está lendo

Pra terminar e não ficar só com pedaços de frases, aqui vai um último exemplo mais completo juntando esta aula com o que foi visto na #1 e #3

この新しいですか。
はいこれ先週買ったです。日本語です。

Só abrindo um parêntese: algumas pessoas me escreveram pedindo para colocar exercícios também. É uma boa idéia, concordo que ajuda bastante quem está aprendendo. Maaas… ainda não sei como vou fazer isso, eu não sou tão criativo para ficar inventando exercícios e não sei se é legal copiar de algum livro.