Criei um arquivo para o Kanji-lish em português utilizando o Google Translate (você não achou que eu iria fazer isso a mão né?). Para inglês, e só considerando palavras isoladas (sem contexto), acho que o tradutor automático funciona razoavelmente bem. Mas sobraram aí alguns problemas:
Kanji-lish não funciona com acentos e ‘Ç’! As palavras estão no arquivo, mas não são substituídas quando aparecem numa página. Talvez um dia melhorem isso…
Como foi feito com um tradutor automático, pode conter erros e algumas palavras que ele não conseguiu traduzir. Mas você mesmo pode melhorar o arquivo se quiser, pois é um XML muito simples de editar (mesmo que você não saiba o que é um XML). Abra num editor de texto que você vai ver.
Ficaria melhor se tivesse todas as conjugações/gêneros/número de cada palavra
Enfim, não é um arquivo perfeito mas talvez um ponto de partida para fazer algo melhor. Se você fizer, mande para eu colocar aqui!
O arquivo acima é apenas um profile em português para o Kanji-lish (o add-on em si deve ser baixado daqui). Para utilizá-lo, siga estas instruções:
1) No Firefox, clique no ícone do kanji-lish, no canto inferior direito. Clique no menu show options.
2) Clique no botão “Add Profile” e localize o arquivo Heisig-pt.xml. A opção Heisig PT (Google Translate - AprendendoJapones.com) vai aparecer na lista. Clique em Save.
3) Antes de utilizar o Kanji-lish em um site em português, certifique-se de que o Heisig PT está selecionado
Encontrei um add-on para Firefox com uma proposta totalmente diferente de qualquer coisa que já ví: aprender kanji lendo um texto qualquer na sua língua! O plugin é o Kanji-lish e o funcionamento é bastante simples: ele substitui a primeira letra de algumas palavras pelo kanji que tenha o mesmo significado. A leitura da palavra continua fácil e você estuda kanji mesmo lendo um texto que não está em japonês.
A princípio a idéia me pareceu um pouco esquisita… Mas, pensando bem, acho até que funciona. De tanto aparecer um kanji do lado de uma palavra acho que dá para associá-lo ao seu significado.
Agora vem a má notícia (para alguns): o add-on vem apenas para inglês! Mas eles dizem que é possível utilizá-lo para qualquer idioma pois qualquer um pode criar o arquivo de profile, que associa as palavras aos kanjis que vão aparecer. Vou experimentar um pouco usando em inglês e, se eu gostar, talvez crie um profile em português. Fiz uma tentativa de arquivo em português aqui.
Participe do Nihongo BR, um grupo de discussão para pessoas que estudam o idioma e a cultura japonesa. O grupo ainda está começando, por isso está quase vazio: só tem eu, o André Gil (criador do grupo) e o Mairo O grupo tá crescendo, participe também! Visite o grupo clicando aqui ou inscreva-se no form abaixo:
Está acontecendo em São Paulo uma exposição onde você, descendente de japoneses, pode descobrir um pouco sobre suas origens. Lá é possível consultar um banco de dados com informações sobre os imigrantes que chegaram no Brasil desde 1908 até a década de 70. Você pode descobrir de que província seu antepassado veio, quando saiu do Japão, quando chegou no Brasil, qual navio tomou e onde ele foi parar por aqui.
Segue abaixo a reportagem do Bom Dia SP:
Para os assinantes do feed: se não estiver vendo o vídeo, ele está aqui
Endereço: Av. Paulista, 1374
Até 18 de julho de 2008 Entrada Grátis
Hoje tirei esta foto da atual bandeja do McDonalds, cujo tema é “Ideogramas Chineses” devido aos jogos olímpicos de Pequim.
Já adianto que não sei nada de chinês! Mas como um estudante de japonês, achei interessante para ver os ideogramas que são quase iguais. Digo “quase” pois, apesar de os japoneses terem importado os kanjis da China, atualmente os chineses usam o tal do “chinês simplificado”. Como o nome diz, ele é simplificado: alguns possuem menos traços, alguns componentes substituídos por algo mais simples ou até omitidos. Na bandeja temos por exemplo 时, que seria um 時 mais simples.
Ao ver esta bandeja, achei algumas coisas estranhas:
Alguns ideogramas estão com significado diferente do que conheço (não sei se é diferente pros chineses ou falta eu conhecer alguns significados ou a bandeja do McDonalds está errada).
On-yomi, a “leitura chinesa” do kanji, não é igual a leitura dos chineses!
Antes de conhecer o Anki, meu estudo de kanji tinha um grande problema: era difícil ter certeza se um kanji já estava bem memorizado o suficiente. Passava algum tempo estudando alguns kanjis mas, ao pegar outros, não tinha certeza se iria continuar lembrando dos primeiros depois de uma semana ou um mês.
Tendo ou não esse problema, se você não conhece o Anki, precisa conhecer! Estou usando há uns três meses e meio (devia ter escrito um post antes!) e é com certeza uma das principais ferramentas para me ajudar nos estudos. O Anki é um Spaced Repetition System, ou SRS pra facilitar. A idéia é semelhante aos flashcards, em que você cadastra pares de significado/kanji (ou pode ser palavras ou frases) e estes são exibidos para testar sua memória. Mas, diferente dos flashcards convencionais, no SRS as cartas não aparecem de forma aleatória: quanto melhor você aprende uma carta, mais tempo ela vai demorar para aparecer de novo. Desta forma você se concentra naquilo que está aprendendo e minimiza o tempo gasto com coisas que já sabe.
O funcionamento é bem simples. Um kanji (ou palavra ou frase) é mostrado e você precisa ver se consegue lembrar seu significado (ou vice-versa). Você não precisa digitar a resposta para o software ver se está certo, basta olhar e você mesmo julga se conseguiu lembrar bem ou não. De acordo com sua resposta, o intervalo de tempo para a carta aparecer de novo será diferente.
Além da sua resposta, o tempo que você ficou sem revisar a carta também influencia nesse tempo de reagendamento. Por exemplo, digamos que uma carta está agendada para aparecer hoje. Mas daí você viaja e fica uma semana sem mexer no Anki. Se, depois desse tempo você ainda disser que se lembra muito bem dessa carta, significa que ela está bem fixada em sua memória! Por isso o intervalo de tempo para ela aparecer de novo será maior do que seria se você desse a mesma resposta hoje.
Um outro problema que eu tinha antigamente era a falta de controle sobre quantos kanjis eu tinha aprendido. O Anki mantém esse controle e mostra várias estatísticas. Além disso, outra funcionalidade que gosto bastante é que ele lista os kanjis faltam em cada nível Jouyou (útil para quem aprende seguindo essa ordem). Abaixo mais alguns screenshots:
Para terminar, vai aí algumas dicas:
Adicione apenas aquilo que você aprendeu. Se você adicionar qualquer coisa ou utilizar um deck pronto, não vai conseguir utilizá-lo como um SRS direito (sempre vai responder que não sabe!)
Você pode preferir utilizar frases inteiras. Kanjis ou palavras isoladas podem confundir um pouco ao longo do tempo, pois podem existir vários com o mesmo significado. Frases fornecem um pouco mais de contexto e é bom para aprender a se expressar em japonês, coisa que não dá para fazer só traduzindo palavras isoladas.
Se as cartas começarem a ficar muito confusas, coisa comum de acontecer se você adiciona kanjis isolados, reduza a velocidade que você está adicionando cartas. Provavelmente você está adicionando mais rápido do que consegue aprender! Amadureça as cartas existentes e só depois continue.
Se você costuma passar dias longe do seu computador, você pode usar também a versão web. Você pode sincronizar sua conta na versão web com seu deck criado no seu computador.
Neste fim de semana, 17 e 18 de maio, vão ocorrer várias atividades para comemorar o Festival dos Meninos no Parque do Ibirapuera (São Paulo). O Tango no Sekku (Dia dos Meninos - 端午の節句), atualmente chamado Kodomo no Hi, (こどもの日 - Dia das Crianças) é um feriado nacional no Japão e foi no dia 5 de maio. Você pode ler um pouco mais sobre este feriado no Nipocultura.
Tá aí uma ótima dica para quem estuda japonês e está em São Paulo: a Fundação Japão tem uma biblioteca dedicada à cultura e língua japonesa, contando com uma enorme quantidade de livros para estudantes de japonês, cursos em áudio e vídeo, revistas, jornais e diversos materiais bibliográficos sobre o Japão (literatura, história, artes e cultura em geral). Infelizmente ainda não tive a oportunidade de visitá-la e acho meio difícil fazer isso pois só volto para São Paulo em alguns finais de semana. Se você conhece a biblioteca, diga aí nos comments o que você acha!
Além do calendário gregoriano, os japoneses utilizam também um calendário próprio com a contagem dos anos feita de forma diferente. O calendário japonês (和暦) divide-se em eras, geralmente iniciadas cada vez que um novo imperador ascende ao trono. Acho que você deve concordar comigo que reiniciar a contagem dos anos desse jeito não é nada prático! Mas este sistema ainda é utilizado e, se você vai para o Japão, é bom saber a data do seu nascimento neste calendário pois pode ser necessário para preencher algum formulário. Você pode ler mais sobre cada era na Wikipedia (em inglês).
Atualmente estamos no ano 20 da era Heisei (平成). Eu nasci no ano 58 da era Showa (昭和時代)! Falando assim até pareço um velho que nasceu em outra era! Quer saber o seu ano? Utilize este conversor da japan-guide.com!